É sabido que além de viver na pós-modernidade, uma boa parte do mundo (a Europa, p.e.) vive o que chamam de pós-cristianismo. É como se a época do cristianismo já tivesse acabado. Como se ele já tivesse se esgotado no seu significado e impacto. O cristianismo morreu.
Na verdade, precisamos separar os protagonistas deste cenário, para sermos justos no julgamento.
O cristianismo como religião em geral e como igreja oficial, institucional e organizacional, podem mesmo ter falhado e falhado feio. Perdeu sua relevância, sua influência, seu impacto. Portou-se indevidamente, promovendo ou apoiando guerras e perseguições. Foi omisso e conivente com massacres e discriminações. Vendeu-se para o poder econômico e tomou decisões por interesse próprio. Age com petulância, arrogância, imponência e luxúria. Advoga dogmas, tradições e comportamentos que não tem fundamentação bíblica. Defende sim, muitos valores ainda cristãos, mas já sem força e com um viés totalmente antiquado e inadequado. Nesse sentido podemos dizer que o cristianismo, de fato, falhou e continua falhando.
O cristianismo como a fé professada por milhões de cristãos também tem estado comprometido. Senão vejamos. Os países chamados cristãos adotam políticas não cristãs. Suas culturas são contaminadas por procedimentos libertinos, imorais e totalmente contrários aos padrões originalmente cristãos. Em geral, seu cristianismo é de fachada, de tradição de família e sem compromisso com a realidade da vida. Mais se parece um cristianismo de fariseus do que de cristãos. Essa “religiosidade cristã” não impressiona ninguém, não atrai ninguém e não tem o respeito de ninguém. É só de aparência. É vazia de vida e significado. Esse cristianismo também falhou redondamente.
Quem lê o cristianismo nestas duas perspectivas mencionadas acima tem toda razão para descrê-lo. Pode sim considerá-lo morto e enterrado, pois nada mais tem para dizer.
Mas há uma terceira perspectiva, é a do próprio Cristo. O cristianismo dele.
O que ele mesmo viveu e ensinou. Este sim continua vivo, pertinente, relevante e universal.
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Ele continua ensinando a buscar e amar a Deus acima de todas as coisas.
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Ele continua ensinando a amar o próximo como a si mesmo.
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Ele continua ensinando um comportamento moral e ético de padrão elevado.
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Ele continua ensinando que o homem vale pelo que é e não pelo que tem.
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Ele continua ensinando a igualdade, a dignidade e a consideração pela pessoa humana.
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Sua mensagem continua sendo contra qualquer tipo de discriminação, preconceito e exclusão.
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Ele continua sendo pela paz e contra a guerra.
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Ele continua pregando que uma pessoa honrada vive pelos seus valores mais do que por interesses.
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Sua voz ainda ensina o amor como base para todos os relacionamentos.
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Ele continua clamando por perdão e não por vingança.
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Ele continua preferindo a misericórdia ao invés do sacrifício.
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Ele continua pregando a fé e a esperança.
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Sua vida, curta e intensa, continua dividindo a história dos homens em antes e depois dele.
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Ele continua comprometido com a humanidade. Tanto que prometeu voltar. Amém, que volte logo, estamos precisando.
Se o mundo está cada vez pior, a culpa não é dele. Se há um culpado então somos nós por não seguirmos os seus ensinamentos.
Esse cristianismo não falhou e jamais falhará.
Esse cristianismo está mais vivo do que nunca.
Esse Cristo está mais vivo do que nunca, e quem nele crê, com certeza também.
Quem segue seus ensinamentos e tem sua vida comprometida com eles, tem uma vida digna, procede de forma abençoadora em relação aos seus próximos e além de tudo, tem uma esperança eterna de vida e paz com Deus.
Escolha que tipo de cristianismo você quer para a sua vida.
Daniel Reis
2008-12-24