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AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL — Um estudo profético TÍTULO ORIGINAL: |
SOBRE A OBRA:
A profecia das Setenta Semanas tem um imenso valor evidencial como testemunha da veracidade das Escrituras, onde temos a chave cronológica indispensável para toda a profecia do Novo Testamento.
SOBRE O AUTOR:
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OPINIÃO DO LEITOR:
2009–07–15: Estou relendo o livro (li a primeira vez em 2007) e acredito ser umas das melhores ferramentas em língua portuguesa para explicar a profecia de Daniel sobre as Setenta Semanas. Esse tema vem à tona quando se estuda os eventos futuros dos últimos dias (descritos no livro de Apocalipse).
Abaixo replico o resumo que fiz do livro na ocasião da primeira leitura.
Assunto central: O livro trata especificamente da profecia descrita em Daniel 9.24–27, referente às setenta semanas determinadas para o povo de Israel.
24Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos. 25Sabe, e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas: as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27Ele fará firme aliança com muitos por uma semana; na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.
Antes de dar início ao assunto propriamente dito o autor aproveita o fato do tema proposto tratar-se de uma profecia para defender a Bíblia como verdade irrefutável. Afinal, Deus revelara quase 500 anos antes coisas que de fato aconteceram e que hoje podemos comprovar historicamente como cumpridas: o dia preciso em que o Messias entraria em Jerusalém. Agora que não há mais dúvidas quanto à veracidade da profecia o autor dá seqüência ao estudo propriamente dito das setenta semanas.
Um detalhe importante a ser destacado é o fato da profecia tratar do povo de Israel, e não da Igreja, como alguns pensam. Isso pode ser verificado com clareza no versículo 24. Outra preocupação do autor é marcar o início e o fim da profecia. Notamos que o texto bíblico quebra as 70 semanas em três períodos: 7 semanas, 62 semanas e 1 semana. O autor se concentra na segunda quebra, ou seja, 69 semanas e, posteriormente, 1 semana.
Tanto o início quanto o fim das primeiras 69 semanas são muito bem marcados no tempo. O início se dá com a “saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém e termina com a manifestação do Messias como ‘Príncipe’ de Israel” (p. 13). A partir de então segue-se uma discussão acerca do termo “semana”. Seria uma contagem de dias? O autor argumenta muito bem afirmando que não, defendendo que a palavra hebraica pode ser melhor traduzida por “sete”; então ficamos com algo do tipo setenta setes. Argumenta também que era comum aos judeus tal sentença. Ela fazia total sentido tanto para dias quanto para anos. Finalmente, passeando um pouco pelas Escrituras, ele nos mostra que uma parte da última semana é chamada em Daniel 9.27 de “metade da semana” (representando três anos e meio), em Daniel 7.24–25 de “um tempo, dois tempos e metade dum tempo” (ou seja, três tempos e meio), em Apocalipse 12.4–7 fala do mesmo período usando a sentença “mil, duzentos e sessenta dias” e, finalmente, em Apocalipse 11.2 temos a expressão “quarenta e dois meses”. Isso tudo é suficiente para nos convencer de que se trata de anos ao invés de dias.
Agora que estamos certos que se trata de semanas de anos o autor volta novamente o foco ao início da primeira semana. Ele defende veementemente que
existe somente um decreto na história do Velho Testamento, fora de todas as manipulações de interpretação, que tem possibilidade de ser identificado como a referida “ordem” da profecia de Daniel. Este decreto se acha no livro de Neemias. (p. 20–21)
E vemos que Neemias, como sabendo que isso seria importante, nos deixa registrado com detalhes o exato momento na história em que tal decreto foi dado (Ne 2.1). Fazendo alguns cálculos, corrigindo o calendário hebraico com o nosso calendário atual, o autor chega exatamente no dia em que Jesus entrou em Jerusalém, exatamente 69 semanas depois do decreto. Assim ele marca o fim das 69 primeiras semanas.
Ora, se continuássemos a contar o tempo desde a entrada de Cristo em Jerusalém, chegaríamos à conclusão de que a septuagésima semana já acabou, ou seja, a seqüência da profecia já teria se cumprido totalmente; o que não é verdade. O que será que aconteceu então? O autor nos apresenta uma solução. Haveria um intervalo entre as primeiras 69 semanas e a última. Mas como defender tal teoria? O autor nos apresenta então alguns argumentos. Ele nos mostra, por exemplo, que tal intervalo é requerido pelo próprio texto, no versículo 26, para que se cumpra os dois eventos históricos preditos (a morte do Messias e a destruição de Jerusalém). Também nos lembra que os eventos descritos no versículo 24 ainda não aconteceram na história, de modo que a última semana não pode ainda ter terminado. McClain ainda nos apresenta alguns argumentos, e concluí com uma resposta dada pelo próprio Cristo (Mt 24):
Seja o que for a “aboninação de desolação”, não há nenhuma dúvida que Daniel a colocou exatamente no meio da setuagésima semana, e nosso Senhor a colocou no “tempo do fim, logo antes da sua vinda em glória”. Por conseguinte a setuagésima semana também deve vir no fim desta época presente, logo antes da vinda de Cristo em glória. Esta é a interpretação do próprio Cristo, e deve resolver a questão. (p. 36)
Agora certo que há um intervalo entre as semanas, o autor nos alerta que o fato de muitos não entenderem desta forma colabora com as teorias do pós-milenismo e do amilenismo.
Mas então, quanto falta para o início da última semana? A Bíblia não responde. Só sabemos que entre elas haveria a morte do Messias e a destruição de Jerusalém. O que podemos fazer é contar novamente o tempo quando ela recomeçar, pois a Bíblia nos mostra que última semana só terá seu início após o arrebatamento da Igreja (trasladação). Então se dará uma firme aliança entre o príncipe vindouro (v. 26) e o povo de Israel. Esta deve ser a marca do início da última semana, ou seja, os últimos 7 anos.
Este período é tratado com muito mais detalhes em Apocalipse, entre os capítulos 6 e 19. Sabemos então que tal aliança será rompida exatamente no meio da semana (depois de 3 anos e meio) e o príncipe fará cessar os sacrifícios e a oferta de manjares judaicos. Em 2Ts 2.4 e Ap 13.5–8 descobrimos que tal príncipe exigirá honras e adoração a ele próprio, o que justificará a quebra da aliança feita entre ele e os judeus. Esta será então a marca da metade dos sete anos finais.
Após todo o período de perseguição o povo de Israel será então conduzido às bênçãos prometidas em Daniel 9.24. Finalmente o povo judeu será reconciliado com Deus e a profecia será totalmente cumprida.
A leitura deste livro me foi muito útil pois me mostrou que as profecias realmente podem (e devem) ser entendidas com clareza e que, quando bem estudadas, contribuem para o aprendizado das Escrituras e para o crescimento espiritual. Recomendo que você também o leia!
Se você já conhece este livro, por favor deixe sua opinião. Para tal, basta registrar o seu comentário abaixo.
por favor me explique o que significa a palavra diluvio no capital 9 vv 26 daniel
Publicado por miguel madeira | 23/janeiro/2010, 9:18 amOlá Thiago,
Obrigado pela resposta, e por ter aceitado a minha sugestão. Quanto a termos opiniões diferentes isso é normal. O importante é saber analisar a opinião um do outro com respeito. Como você disse, se colocar em xeque sempre faz com que cresçamos.
Só espero que goste da leitura, mesmo que demore. E quando terminar será um prazer ouvir sua opinião.
Muito obrigado pela sua visitual.
Um forte abraço.
Airton
Publicado por Airton | 22/outubro/2009, 9:30 pmOlá Airton,
primeiramente obrigado pelo post. Acabei de baixar o livro que você sugeriu, mas tenho que admitir que ele vai ficar numa (longa) fila de leituras, uma vez que o seminário está demandando bastante este semestre. Mas valeu pela dica. Está claro que, hoje, não concordo com a sua posição, mas acho muito bom, sempre que possível, criticar nossas conclusões teológicas e colocá-las em xeque. Ou a minha posição sairá mais forte ou ela cairá! Vai ser interessante rever esse tema.
Abraços,
Thiago André Monteiro
Publicado por Thiago André Monteiro | 19/outubro/2009, 11:13 amOla, gostaria de deixar minha opinião sobre as setenta semanas de Daniel. Eu indico o site http://airtonbc.wordpress.com/ onde existe o livro chamado “Os Filhos da Promessa” livre para donwload onde comprovo históricamente que as setenta semanas já se cumpriram.
Gostaria que você lesse esse livro e estou livre para comentar suas dúvidas.
Para se interpretar o livro de Daniel, é muito importante se conhecer história, principalmente a história do povo judeu.
Ficarei muito honrado com sua visite em meu blog, se puder fazer download do livro “Os filhos da promessa” e se deixar seu comentário posteriormente.
Obrigado.
Publicado por Airton | 17/outubro/2009, 1:30 am