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A INTERPRETAÇÃO BÍBLICA — Meios de descobrir a verdade da Bíblia TÍTULO ORIGINAL: Basic Bible Interpretation |
SOBRE A OBRA:
“A Bíblia é a Palavra de Deus de tal maneira que, quando a Bíblia fala, Deus fala.” (B. B. Warfield)
A maioria dos cristãos tem a Bíblia em alta estima, aceitando-a como a Palavra de Deus; entretanto, poucos concordam que entendê-la seja uma tarefa fácil. Todavia, a Bíblia nos foi dada como instrumento de revelação da Verdade e não para mantê-la ou torná-la obscura.
O Dr. Roy Zuck — Professor e Deão Acadêmico do Seminário Teológico de Dallas, nos Estados Unidos — apresenta neste livro uma riqueza de informações indispensáveis a quem deseja entender o significado do texto sagrado, ensiná-lo com fidelidade e aplicá-lo na vida do dia-a-dia. A tarefa do intérprete da Bíblia poderá ser mais bem executada se ele souber responder a perguntas como estas:
A interpretação bíblica — meios de descobrir a verdade da Bíblia leva em conta os desafios da hermenêutica bíblica, considerando suas dificuldades, examina a história dessa disciplina e explica termos e conceitos essenciais ao bom exercício hermenêutico, sempre abordando a Bíblia na qualidade de Palavra inspirada, manejando-a com “reverência e santo temor”.
SOBRE O AUTOR:
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OPINIÃO DO LEITOR:
Se você já conhece este livro, por favor deixe sua opinião. Para tal, basta registrar o seu comentário abaixo.
Este livro está sendo usado como livro-texto do curso de Hermenêutica (1º semestre de 2009) e, conforme for passando por ele, tentarei deixar registrado aqui algumas de suas frases importantes, além de algumas idéias pessoais:
A exegese é a interpretação propriamente dita da Bíblia, ao passo que a hermenêutica consiste nos princípios pelos quais se verifica o sentido. (p. 21)
A hermenêutica é como um livro de culinária. A exegese é o preparo e o cozimento do bolo; a exposição, o ato de servi-lo. (p. 24)
A participação do Espírito Santo na interpretação bíblica indica várias coisas. Em primeiro lugar, sua participação não significa que as interpretações de alguém serão infalíveis. Inerrância e infalibilidade são características dos manuscritos originais da Bíblia, não de seus intérpretes. (p. 25-26)
Na p. 35 o autor nos conta que “A Epístola de Aristéias, escrita por um judeu alexandrino aproximadamente no ano 100 a.C., ilustra a alegorização judaica. Ela afirma que as leis dietéticas realmente ensinavam várias formas de discriminação necessárias à obtenção da virtude e que o processo de ruminação de certos animais simboliza a meditação sobre a existência (Epístola de Aristéias, 154)”.
Ao ler tal referência, escrita lá pelos idos dos anos 100 a.C., forço-me a acreditar que encontrei a origem da associação da palavra ruminar com a palavra meditar. Interessante…
Alegorias são especulações vãs, são como que a escória das Escrituras Sagradas. [...] Até a imundícia vale mais que as alegorias de Orígenes. [...] Alegorizar é manipular o texto bíblico. [...] A alegorização pode degenerar em mera fraude. [...] As alegorias são coisas estranhas, absurdas, fantasiosas e obsoletas que não valem um centavo. (Lutero, p. 52)
As Escrituras devem ser mantidas em seu significado mais simples possível e entendidas de acordo com seu sentido gramatical e literal, a menos que o contexto claramente o impeça. (p. 52)
Zuínglio salientava a importância de interpretar passagens bíblicas tendo em mente seus contextos. Remover um texto de seu contexto “é como separar uma flor da raiz”. (p. 55)
A postura da Confissão de Westminster em relação às Escrituras foi a seguinte: “A regra infalível de interpretação bíblica está nas próprias Escrituras; portanto, quando houver dúvida sobre o significado verdadeiro e completo de qualquer passagem (que é apenas um, e não muitos), deve ser pesquisado e conhecido em outros trechos que sejam mais claros”. (p. 57)
Para entender a Bíblia adequadamente, precisamos esvaziar nossas mentes de todas as idéias, opiniões e métodos modernos e procurar transportar-nos para a época e o ambiente em que viviam os apóstolos e os profetas que a escreveram. (p. 88)
Em Colossenses 1.15, a expressão “o primogênito de toda a criação” significa que Cristo foi criado? Não, significa que ele é o Herdeiro de toda a criação (Hb 1.2), assim como o primogênito ocupava um lugar especial de honra e tinha privilégios na família. A palavra grega para primogênito é “prōtokos”. Se Paulo pretendesse transmitir a idéia de que Jesus foi o primeiro a ser criado, ele teria empregado outro termo grego: “prōtoktisis”. Ocorre que esse termo nunca foi utilizado em referência a Jesus. (p. 97)
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