Um pastor amigo publicou em seu blog um artigo muito interessante chamado “Síndrome de Deus“. Ele discorre um pouco sobre algo que assola muitos pastores e líderes por aí.
Uma execelente oportunidade para pensarmos a respeito.
Publicado por Thiago André Monteiro em 21/Setembro/2009
Um pastor amigo publicou em seu blog um artigo muito interessante chamado “Síndrome de Deus“. Ele discorre um pouco sobre algo que assola muitos pastores e líderes por aí.
Uma execelente oportunidade para pensarmos a respeito.
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Publicado por Thiago André Monteiro em 24/Março/2009
Hoje eu vou aproveitar a minha Happy Hour.
Vou dar um giro nesse parque, depois vou beber alguma coisa e vou mais cedo para casa.
Vai ser uma surpresa para a Roberta. Eu nunca cheguei tão cedo em casa.
(anda cantarolando todo feliz pela praça, quando de repente ele vê um papel no chão)
Que coisa, como tem gente mal educada nesta cidade. Por que não jogam o lixo no lixo?
Além disso é um papel rasgado… a outra parte até deve estar jogada por aí também…
… o que está escrito neste papel?
TEM UM HOMEM NA SUA CASA?
Como assim, tem um homem em minha casa? Que bobagem, é claro que tem. Que tipo de coisa estava escrito aqui para se fazer uma pergunta tão tola.
Tá bom… tá bom… é só amassar e jogar fora, e pronto, acabou a conversa.
(ele pega o papel, amassa e joga numa lixeira que encontra perto de um banco, onde ele senta).
Tem um homem em sua casa. Que pergunta mais tola. Claro que tem. Inclusive tem 2. Eu e meu filho.
Porque alguém faria uma pergunta assim? Será que é de algum movimento feminista, defendendo que as mulheres não precisam de um homem?
(ele volta para o lixo e procura o papel amassado e vai ler com mais cuidado…)
É, não tem nada mais escrito… só o título. Deve ser bobagem mesmo. (joga no lixo novamente)
Mas… que perguntinha impertinente. Não consigo pensar em outra coisa.
Será que ela está querendo checar se eu sou mesmo o homem da minha casa?
Se fosse isso, o que realmente eu teria como resposta?
UM HOMEM EM MINHA CASA seria o homem que eu tenho sido para a minha família?
— tenho assumido as responsabilidades como homem da casa. Claro que sim. Claro, quem é que trabalha e traz tudo para dentro de casa? Não sou eu? Claro que sim. Tá certo que a minha esposa até ajuda com o salário dela… o que é ótimo, diga-se de passagem.
— será que eu tenho sido um líder para a minha família? No sentido de educação, ambiente, comunicação, convivência, envolvimento e participação na vida do dia a dia?
— não sei não… acho que eu precisaria melhorar um pouco nessas coisinhas…
UM HOMEM EM MINHA CASA seria o marido que minha esposa tem tido em mim?
— óbvio que sim… foi comigo que ela casou. Casou por que quis casar… por que me escolheu…
— mas… será que eu a faço feliz?
— Eu dou segurança emocional para ela?
— eu sou parceiro dela em todos os seus momentos?
— Minha consideração e carinho para com ela está sempre em primeiro lugar?
— Eu tenho cuidado espiritualmente dela?
— tenho dedicado tempo para estar e dar atenção a ela?
… é acho que nesses assuntos tenho sido um pouco relaxado também…
UM HOMEM EM MINHA CASA seria o pai que os meus filhos têm visto em mim?
— eu tenho acompanhado de perto a vida dos meus filhos?
— tenho sido um amigo próximo deles? Quem sabe o melhor amigo?
— tenho passado para eles os verdadeiros valores da vida?
— tenho mantido um relacionamento aberto e franco com eles?
— tenho investido tempo para estar junto com eles?
Caramba meu… que é isso… um inventário do celebrando?
Que perguntinha mais chata…
(ele volta ao lixo e pega de novo o papel…)
Como eu gostaria de encontrar a outra parte desse papel…
Eu gostaria muito de saber o que estava escrito como resposta para essa pergunta…
SERÁ QUE TEM UM HOMEM NA MINHA CASA?
Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!
Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem.
Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera;
teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa.
Eis como será abençoado o homem que teme ao SENHOR!
Daniel Reis
2009-03-24
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Publicado por Thiago André Monteiro em 10/Março/2009

Há tempos escrevi um texto sobre o poder da linguagem, mas não conseguia de forma alguma concluí-lo. Pensava em várias aplicações, mas elas sempre eram limitadas demais, o que me deixava insatisfeito com o resultado.
Depois de relutar algum tempo, decidi engavetá-lo. Em algum momento teria uma idéia sensacional para a conclusão, mas essa idéia parecia não vir nunca. Até que, durante uma aula, finalmente me veio a grande conclusão: Não preciso de conclusão! Qualquer coisa que eu escreva vai limitar o entendimento e estragar todas as outras possibilidades.
Pensei então o que viria à mente de alguém lendo um texto que, do nada, acaba. – Que raios é isso? – pensaria o leitor. – Cadê o fim do texto?
De imediato ele acharia uma porcaria, mas ficaria com aquilo na cabeça. Ora, de um jeito ou de outro, conseguiria o meu objetivo: fazer o leitor meditar sobre o texto e aplicá-lo da forma que achar melhor. Aliás, sugiro que cada um que o ler deixe nos comentário sua própria aplicação. Dito isto, segue o texto: O PODER DA LINGUAGEM.
* * *
Será que a nossa linguagem é mesmo tão poderosa? Será que usar formas diferentes para passar adiante uma mesmíssima mensagem pode fazer com que pessoas ajam de maneiras opostas? Alguém aqui poderia afirmar que não. Afinal, se a mensagem for a mesma, como as pessoas entenderiam coisas diferentes a ponto de tomar atitudes contrárias? Porém, apesar de parecer estranho, não é bem isso o que acontece. Não somos autômatos; zero ou um. Um olhar, um toque, uma pausa, a escolha correta das palavras pode transformar uma mesma mensagem em algo positivo ou algo desastrosamente negativo.
Daniel Kahneman, vencedor do prêmio Nobel, e seu colega Amos Tversky desenvolveram um teste para mostrar como uma simples mudança na apresentação de determinada mensagem pode afetar nossas decisões. Criaram uma pesquisa apresentando duas opções de programas de saúde pública. Apenas uma delas deveria ser escolhida e imediatamente implementada numa população de 600 pessoas em determinada comunidade gravemente doente. As opções eram as seguintes:
Se o programa A for aplicado sabemos que 200 pessoas serão salvas; porém, se aplicarmos o programa B, teremos um terço de chance de salvar as 600 pessoas e dois terços de não salvar ninguém.
Se dependesse de você, qual seria a sua opção? Pense um pouco e não siga adiante enquanto não tiver se decidido por uma delas.
A pesquisa acima foi feita e constatou-se que a maioria da pessoas preferiam que o programa A fosse colocado em ação ao invés do programa B.
Posteriormente, Kahneman e Tversky aplicaram novamente a pesquisa, porém agora apresentaram outras duas opções de programas:
Se o programa C for aplicado sabemos que 400 vidas serão perdidas; entretanto, se aplicarmos o programa D, teremos um terço de chance de não morrer ninguém e dois terços das 600 pessoas falecerem.
Novamente pergunto: dado estas opções, qual seria a sua escolha? Quando tal pesquisa foi aplicada constatou-se que a maioria das pessoas optaram pelo programa D.
O curioso é que, se compararmos os quatro programas apresentados, notaremos que os programas A e C são equivalentes. O mesmo pode-se concluir dos programas B e D. Entretanto, a forma usada para apresentar a pesquisa fez com que a opção da maioria mudasse.
Na verdade Kahneman e Tversky aplicaram tal pesquisa para estudar a teoria de finanças comportamentais, chegando à conclusão de que o ser humano é avesso ao risco quando têm que escolher entre um ganho certo ou a possibilidade de um ganho maior. Porém, o mesmo ser humano prefere aceitar a idéia de ter ao menos uma chance de ganhar quando é forçado a escolher entre uma perda certa ou a probabilidade de uma perda maior ainda.
Nós, contudo, podemos aproveitar essas conclusões e aplicar em nossas vidas cristãs. É fato, como visto no exemplo acima, que o ser humano toma suas decisões não apenas com base na razão; suas emoções têm grande parte na decisão final. Isso nos mostra o quanto nossa linguagem – fala, gestos e expressões – influenciam nosso próximo…
Thiago André Monteiro
2009-03-10
Enviado em Devocional, Vida pessoal | Tagged: Linguagem | 3 Comentários »