Onde está o milagre?
Publicado por Thiago André Monteiro em 25/Novembro/2008
Este texto chegou até mim faz um bom tempo e acabei guardando. Ao relê-lo achei que deveria divulgar aqui, ao menos para fazer as pessoas pensarem a respeito. O texto foi escrito por Ricardo Gondim e sugiro que você gaste um tempinho com ele.
Boa leitura!
* * *
Estudo no Programa de Mestrado da Universidade Metodista de São Paulo. Ao lado do edifício Capa, onde temos aula, fica a Clínica de Fisioterapia; ali, a cada instante, encostam na calçada, diferentes veículos com portadores de deficiências motoras – paralisia cerebral, paraplegia e tetraplegia. Quando chegam, não dá para evitá-los. Apesar de alguns alunos tentarem virar o rosto, nitidamente constrangidos, brilha a nobreza resiliente de mães que carregam crianças no colo; idosos, mesmo arrastando os pés, mantêm sua dignidade.
Ainda não me atrevi a entrar na clínica, mas imagino a abnegação de médicos, enfermeiras e fisioterapeutas; vejo até suor pingando e mãos agarrando cavaletes e argolas com sacrifício. Sei que lá dentro a vida segue numa toada diferente. Aquele entra e sai de deficientes deve ter sido responsável por acabar o meu encanto com as bravatas dos milagreiros, pois já não me maravilho com testemunhos de cura que a televisão e o rádio anunciam em larga escala.
Realmente, não me intrigo com declarações de que serão curados “pela fé” todos os doentes que comparecerem “à vigília da segunda-feira” ou “à corrente dos 348″ ou “à cruzada pró evangelização do mundo”.
A Igreja Presbiteriana de Fortaleza foi meu berço religioso. Em meus primeiros passos, pouco falávamos em cura já que éramos “tradicionais” – uma versão light, porém fundamentalista, do evangelicalismo. Quando alguém em nossa comunidade ficava doente, repetíamos que o verdadeiro crente não se resigna, mas pede: “Seja feita a tua vontade”.
Depois que passei por uma experiência pentecostal e falei em línguas (tecnicamente chamada de glossolalia), tornei-me um pentecostal de boa cepa. Compareci a muitas conferências sobre cura divina; duas, patrocinadas por Morris Cerullo – Londres e San Diego. Fui evangelista associado da Cruzada Boas Novas, do missionário Bernhard Johnson. Interpretei o Jimmy Swaggart em sua turnê pelo Brasil – Morumbi e Maracanã – Swaggart cria e falava em milagre, embora não fosse propriamente um pregador de cura. Portanto, não sou neófito ou incrédulo no que tange o transcendente. Sei todos os versículos, todos os raciocínios, que fundamentam a lógica de buscar-se uma solução sobrenatural para as enfermidades. Ninguém precisa converter-me a esse pacote. Sei citar Isaías 53, Marcos 16, 1Coríntios 12 e tantos outros textos.
Acontece que a dor do mundo me alcançou na calçada de uma clínica de fisioterapia; ali se escancarou a angústia de milhões de mães e o meu coração se fechou para as antigas lógicas milagreiras.
Mesmo quando me sinto inclinado a acreditar nos pregadores de cura divina, sou lembrado que multidões de meninos e meninas morrerão de HIV/AIDS em países como Congo, África do Sul, Moçambique e Angola. Quando sou tentado a ser condescendente com os Cerullos, os Benny Hinns e os R. R. Soares da vida, com as suas interpretações literais da Bíblia, lembro-me do mal estar que muitos doentes podem estar sentido naquele exato momento como conseqüência de uma quimioterapia. Quando ouço promessas de milagre a granel, pergunto: – Quem vai ajudar a adolescente que não tem namorado porque nasceu com uma doença genética que lhe desfigurou?
Minha questão é: os religiosos deveriam querer lidar com um mundo real, que precisa de grandes intervenções, não de panacéias. Um ministro do evangelho não tem o direito de pregar que, “em tese”, todos serão curados e depois dar de ombros para os que não receberam a bênção dizendo que faltou fé.
O verdadeiro cristão deve buscar intervenções divinas onde o sofrimento se mostrar mais agudo. Eu me disponho a ajudar qualquer evangelista que tenha peito para dar plantão na calçada da Universidade Metodista. Vou buscá-lo e prometo interceder ao seu lado. Sinceramente desejo que os mais seqüelados voltem para casa pulando de alegria.
Sei de antemão que ninguém virá. A maioria está interessada em propagandear prodígios com o intuito de prosperar seus empreendimentos religiosos. Caso acreditassem nas interpretações que fazem da Bíblia, se ajoelhariam nos corredores das clínicas de câncer infantil, nas hemodiálises e na infectologia dos grandes hospitais.
Precisamos de outras respostas para o sofrimento humano; os pressupostos desses evangélicos, que anunciam cura com tanto estardalhaço, não abarcam a complexidade do sofrimento universal.
Proponho que os prodígios do Evangelho sejam outros; que a presença de Deus se revele no serviço, no amor solidário e na compaixão. Que as mãos e os pés de Deus sejam as mãos e os pés dos que não fogem da dor alheia. Não conheço os profissionais que se dedicam naquela clínica de fisioterapia; tenho certeza, porém, que todos encarnam a possibilidade de um milagre.
Soli Deo Gloria.
Texto de Ricardo Gondim
Thiago André Monteiro
2008-11-25
greencard disse
Estes são não meus surprising anymore, mas agradecimentos.
Marcos Araujo. disse
Boa tarde e que a paz do senhor meu Deus esteja contigo,nunca deixe o inimigo te jogar uma coisa, e vc aceitar assim tão facil,reprienda ele pois ele é derotado por toda a sua exixtencia,até que nosso Deus permita.
Cinceramente Deus é o Deus de ontem de hoje não importa a época o ano ok,as maravilhas que ele fez no passado continnua fazendo hoje tbm.Para uma pessoa receber um milagre ela precisa se doar a Deus e se entregar de corpo e alma para que o espirito santo de Deus abite sobre ela e aconteça o milagre.
Que Deus estaja contigo.
Marcos Araujo. disse
Se busca uma resposta ela esta no nosso salvador ok ajoelha e hora para vc ver a glória de Deus em sua vida.
Estou a disposição mais comentarios Deus abençoe.
Marcelo disse
Feliz Sábado!
Venho por meio desta testemunhar.
Me tornei adventista do 7ª dia depois de sofrer um acidente de motocicleta.
No dia 21 de outubro de 1988 sofri um acidente o qual me deixou no estado de coma por 4 meses. Fiquei internado na UTI por esse período. Perdi 30% do crânio. Respirava pela traquéia. Utilizava sonda no estômago para me alimentar. Não conhecia ninguém, não flava estava apagado mesmo. Para os médicos provavelmente não iria sobreviver caso sobrevive nunca mais iria andar. No mês de fevereiro perguntaram para minha mãe se ela iria me deixar no hospital ou me levaria para casa. Mamãe com muita fé e oração disse que me levaria para casa da forma que estava. Recebi alta, em Nome do Senhor Jesus Cristo pelo poderes de Deus fui curado amém, dentro da minha residência, depois voltei a andar me formando no magistério, passando duas vezes no vestibular. O qual estudei 1 ano e 6 meses na universidade cursando psicologia. Minha história é longa, mas quero lhes dizer que somos amados por Deus e pelo Senhor Jesus Cristo, amém. Meu e-mail é marcelocruz37@hotmail.com
Deus te abençõe e muitas felicidades. Parabéns pelo site. Tenho muito para lhes dizer.
Erly Cardoso disse
Querido irmão, Thiago André. A paz do Senhor.
Gostaria de ter a experiencia que Ricardo Gondim tem em relação a obra do Senhor.
Entretanto, permita a este neófito falar algumas palavras.
Você presenciou o maior milagre de todos, o que aconteceu na vida de Ricardo Gondim, que seja, o amor pelos necessitados. Acredito, que se você perguntar para uma pessoa com deficiência, se ela prefere ser curada ou ser amada, sem titubiar responderá: – Ser amada!
Amado, Jesus Cristo quase não curou ninguém durante o seu ministério terreno, analisando a bíblia foi a fé dos doentes que os curou, Jesus simplesmente os amou, teve compaixão deles, este foi o remedio que emanou do mestre e alcançou a fé do necessitado. O doente por sua vez percebendo que sua fé estava restaurada teve esperança, logo o milagre aconteceu.
Quando há a interação entre indivíduos de amor, fé e esperança, não haverá necessidade de nada, tudo se suprirá.
Acontece que o amor sucumbiu nas pessoas, a fé está interrada em túmulos desconhecidos dentro dos homens e a esperança está de malas prontas para os profundezas da morte.
Por isso, precisamos preliminarmente, reerguer o amor em nós, para depois ajudar os homens a desenterrar sua fé, automaticamente a esperança mudará o seu destino e fará viagem para a vida abundante que todos as pessoas desejam.
O milagre está em nós.
Erly Fernandes Cardoso.
erlycardoso@ibest.com.br
(061)8423-0154
Thiago André Monteiro disse
Olá Erly,
primeiramente obrigado pela visita ao site e pelo comentário. Agora te faço algumas perguntas:
Você está dizendo que o poder para operar uma cura física está dentro de cada um? Que a cura física depende somente da fé? Que não foi bem Jesus quem curou aquelas pessoas, mas que Jesus apenas mostrou a elas como elas mesmas poderiam se curar?
Você acredita que uma pessoa paralítica de nascença pode voltar a andar somente se ela amar e que isso deve acontecer em todos os casos? Isto é, se ela não voltar a andar faltou amor? Ou seria fé? Será que, se ela não voltar a andar, podemos colocar a salvação da pessoa em xeque?
Você fica doente? Quando fica, pede perdão pela falta de fé? Ou pela falta de amor?
Se é isso o que você acredita, o que dizer de Paulo e seu “espinho na carne”? Ele não foi curado! Teria faltado amor? Ou fé?
Ou o que dizer de Timóteo, sendo orientado por Paulo a tomar vinho para resolver seus problemas estomacais (1Tm 5.23) — problemas físicos que não foram milagrosamente curados —. Será que ele não teve fé o suficiente? Ou será que Paulo apenas não quis curá-lo?
“Não continue a beber somente água; tome também um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas freqüentes enfermidades.” (1 Timóteo 5.23)
E como entender o texto em Lucas 6.17-19? — “Jesus desceu com eles e parou num lugar plano. Estavam ali muitos dos seus discípulos e uma imensa multidão procedente de toda a Judéia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom, que vieram para ouvi-lo e serem curados de suas doenças. Os que eram perturbados por espíritos imundos ficaram curados, e todos procuravam tocar nele, porque dele saía poder que curava todos.
Não está claro que “dele saía poder que curava todos”? Não vejo aqui nenhuma indicação de que o responsável final da cura era o amor. Obviamente a pessoa tinha que ir até Jesus e, dado que via acontecer a cura para várias pessoas, ela realmente tinha a fé de que também poderia acontecer com ela; mas será que se o procurado não fosse Jesus, o Deus na terra, o resultado seria o mesmo?
Será que a famosa frase “a sua fé te curou” (e similares, tão presentes nos evangelhos) não traz também uma conotação espiritual? Vida eterna? Ou, quem sabe, algo como Jesus dizendo: “já que você teve fé para vir buscar a cura em mim, eu decidi usar o MEU poder e te curar”? Será que Jesus estava obrigado a curar todo mundo que o procurava?
Só algumas coisas para você pensar…
Thiago André Monteiro
Erly Cardoso disse
Querido irmão Thiago, só hoje visitei o seu site 01.07.2009, 16:00 horas, e tomei conhecimento de suas perguntas. Infelizmente não as recebi via E-mail. Aguarde minha resposta, agora o tempo não me permite.
Iremos aprender muito sobre Espiritualidade, salvação, fé e amor.
Até logo.
Maria José de Araujo Filha disse
PEÇO ORAÇÃO POR MEU SOBRINHO LEONARDO LUIZ DA SILVA ELE PRECISA QUE DEUS EM NOME DO SEU FILHO JESUS CRISTO RESTAURE A MEDULA DELE SUAS PERNAS ESTÃO ENTREVANDO E ELE ESTÁ SOFRENDO MUITO COM MUITAS DORES SÓ MESMO UM MILAGRE PODE CURÁ-LO SOCORRO OREM JUNTO COM NOSSA FAMILIA ESTAMOS PRECISANDO DE AJUDA QUE VENHA DE DEUS COM ALEGRIA É MUITO SOFRIMENTO ELE TAMBÉM É FILHO DE DEUS, É JOVEM COM APENAS 23 ANOS PRECISA CRIAR SEUS FILHOS MUITO OBRIGADO DEUS OS PROTEJAM.