Baú de Crônicas

Sempre buscando um melhor entendimento das coisas de Deus!

Posts de Janeiro 11th, 2008

O Grandão dos grandões

Publicado por Thiago André Monteiro em 11/Janeiro/2008

O mundo está cheio deles.

Em todas as áreas do conhecimento humano, encontramos alguém fora de série, merecedor (e muitas vezes ganhador) do prêmio Nobel.

O homem tem uma capacidade impressionante de se superar. Estão aí as olimpíadas para não me deixar mentir. Record após record. Antes medidos em minutos, depois em segundos, depois em décimos de segundos e agora em milésimos de segundo. Parece que o homem não conhece limites para o seu desempenho.

Na área profissional eclodem a cada dia novas estratégias, novas propostas e novos desafios que superam todos os anteriores. A meta é superar as metas. Não basta vencer, é preciso continuar vencendo. Aí nascem os grandões, os bam-bam-bans.

Os melhores colégios e as melhores faculdades são as que preparam os seus alunos para disputarem com a concorrência de tudo e de todos, e saírem vencedores. Afinal a vida é uma luta, é preciso lutar, é preciso saber lutar.

Então vêm os desafios em grupo, coletivos, diversos, multiformes e devoradores de pequenos e incapazes. Sobrarão apenas os grandões. E todos querem ser grandões, profissionalmente, intelectualmente, financeiramente, etecétera e tal. Estão aí os concursos para provar a disputa. Nunca se fez tantos cursos para prestar tantos concursos.

Acontece que a vida não é apenas profissão, estudo, concurso, finanças ou carreira. Há muitos grandões nessas áreas, que são anõezinhos em outras.

Quantos desses grandões fracassaram no casamento, na família, com os filhos. Quantos deles estão sozinhos, sem amigos verdadeiros. Quantos sofrem de insônia, sem saber o porquê.

Há um vazio interior na vida de muito grandão. Há um anseio por algo que nem sequer se sabe o que é. Procura-se pelo que nem se sabe o quê, mas se tem certeza que está faltando.

Todo grandão é um fenômeno em alguma área. Supera muitos ou todos os demais. Tem uma mente privilegiada. Sua inteligência extrapola a normalidade. E tudo isso tem sua origem num nascimento onde ele nada fez para nascer. Seu DNA foi formado sem a sua ajuda ou interferência. Mesmo coisas de menor importância como cor dos olhos ou cabelo, tamanho do pé, ou do nariz não ficou na sua alçada. Coisas como capacidade intelectual, talentos e preferências, já vieram de fábrica. Ninguém faz essas escolhas na fonte. A maior parte de sua personalidade e caráter já estavam determinados aos 5 anos de idade, quando sua capacidade de escolha era tão pequena.

É verdade que todos os grandões tem uma linda história de esforço e aproveitamento de oportunidades. Mas todos concordam que nem todos tiveram as mesmas oportunidades… Não é mesmo?

Assim, apesar de tudo que fizeram para chegar aonde chegaram. Eles mesmos não explicam tudo. Só numa parte da história eles tem mérito.

Então quem tem o mérito da outra parte, começando no nascimento? Aí é que vem a inteligência maior, O Grandão dos grandões. Sim, nenhuma grande inteligência pode ter vindo de uma inteligência menor ou de nenhuma inteligência. Só informação gera informação. Cada um de nós traz no DNA uma infinidade de informações exatas sobre nós mesmos. Quem criou isso, quem ordenou isso, quem determinou que fosse assim e não assado?

Só há uma conclusão possível. Alguém muito maior, alguém que detém muito mais informação, alguém que dispõe essas informações do jeito que quer.
Esse Grandão maior… O maior de todos, chamamos Deus, de uma forma genérica. Mas podemos ser mais específicos, esse é o Grande Deus, criador dos Céus e da Terra, e de todos os demais grandões que nela há, inclusive você e eu!
Você pode conhecer e manter um relacionamento pessoal com esse Grandão!


Daniel Reis
2007-10-09

SALMO 146

1 Aleluia! Louva, ó minha alma, ao SENHOR.
2 Louvarei ao SENHOR durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu viver.
3 Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação.
4 Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.
5 Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no SENHOR, seu Deus,
6 que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade.
7 Que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O SENHOR liberta os encarcerados.
8 O SENHOR abre os olhos aos cegos, o SENHOR levanta os abatidos, o SENHOR ama os justos.
9 O SENHOR guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva, porém transtorna o caminho dos ímpios.
10 O SENHOR reina para sempre; o teu Deus, ó Sião, reina de geração em geração. Aleluia!

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Apenas gotas…

Publicado por Thiago André Monteiro em 11/Janeiro/2008

Jesus se revelou aos poucos… em gotas.
Sua exposição do evangelho sempre foi parcial.
Para Nicodemos ele falou de nascer de novo, mas não falou do arrependimento.
Para a mulher samaritana falou da água viva, mas não falou do perdão.
Para o jovem rico falou em vender tudo, mas não falou sobre o pecado.
Para a mulher adúltera falou sobre o perdão, mas não falou sobre a fé.
Para seus discípulos só pediu que o seguissem, sem maiores explicações.

Nós temos a tendência de pensar que apresentar o evangelho é falar de todos os pontos que achamos essenciais para a salvação. Como se o Evangelho só tivesse sentido no seu todo programático que nós construímos. Nossa mentalidade sistemática não se conforma que Jesus levou mais de três anos para dizer o que queria dizer. E isso nós resumimos num simples plano de alguns versículos e chamamos de Plano de Salvação, como se isso fosse todo o evangelho. Ledo engano o nosso. O evangelho é muito mais do que isso. O evangelho é o próprio Cristo. O evangelho é uma pessoa e como podemos nos relacionar com ela, Jesus!

Parece que Jesus “evangelizava” todas as pessoas que encontrava, apenas convivendo, amando, ouvindo, fazendo o bem e ensinando algumas verdades do Reino de Deus. Do seu Reino. E deste seu reino ele foi ensinando aos poucos, sem pressa, sem constrangimentos, sem emoções, sem apelos e sem ritos de aceitação. Não parece que Jesus tenha usado qualquer padrão para compartilhar as verdades de seu Reino. E mesmo que nós quiséssemos fazê-lo, pobre de nós, não saberíamos como. Hoje vemos em parte, mesmo depois de ler tudo que ele revelou. Conhecemos apenas parcialmente o que é o seu Reino.

Podemos pensar no Reino como a Família do Pai. A maneira como ele dirige, administra e usufrui desse profundo relacionamento Pai-filhos. Mas além disso Ele é Rei, isto é, tem um relacionamento de senhorio, de comando, de supremacia e de legislador. Ah! Ele também é o próprio Criador. Quer dizer, sem Ele nós nem existiríamos. Tudo isso é evangelho, tudo isso é revelação, tudo isso se vê no discurso de Cristo.

Portanto, ao nos aproximarmos de quem quer que seja e compartilharmos gotas destas verdades, estaremos evangelizando, isto é, levando sinais do Reino de Deus, para quem vive apenas no reino deste mundo. Não nos apressemos. Não tentemos resumir tudo em 1 minuto. Não esperemos que alguém possa compreender tudo, apenas dê uma breve síntese.

A verdade que desejamos compartilhar faz parte de um todo infinito de revelação. O que vamos dizer deve ser algo significativo e impactante para a vida de quem ouve. Uma idéia, um conceito, um princípio, uma verdade, uma história, uma imagem, uma parábola é o bastante para que o Espírito de Deus trabalhe firmemente no coração de quem ouve a Palavra de Deus.

Que o Senhor nos ajude a sermos mais objetivos, mais certeiros, menos apressados e mais profundos no compartilhar as verdades do evangelho.


Pr. Daniel Reis
2007-10-01

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O Filho do Zé

Publicado por Thiago André Monteiro em 11/Janeiro/2008

Certa vez seus inimigos, quase que sem querer,
Prestaram a ele uma notável e significativa homenagem.
Na verdade intentavam ofendê-lo, depreciá-lo e desacreditá-lo.
Mas o tiro saiu pela culatra e destacou ainda mais a Sua grandeza.

Não é este o “filho do Zé”? Perguntaram seus algozes!
“Filho do Zé”, sim… ele é apenas o “filho do Zé”!
Como podia ele ser mais desprezível do que ser o “filho do Zé”?
Quem é o Zé? Um Zé qualquer, um Zé ninguém, só um Zé.

Na verdade, eles estavam certos. Ele era mesmo “filho do Zé”.
E o Zé, seu pai era um simples e ilustre desconhecido.
Ele era só um Zé, e ainda acrescentava-se… ”Zé marceneiro”.
No máximo era um coadjuvante, era o Zé do presépio.

Assim como o pai, certamente também seria o filho.
Tal pai, tal filho…decretaram profeticamente os fariseus.
O que se poderia esperar de um “filho do Zé”?
Ninguém precisaria se preocupar, ele era só o “filho do Zé”.

O que eles não sabiam é que sua maior e inusitada estratégia,
Era justamente o fato de se tornar o que era: “filho do Zé”.
Claro que poderiam chamá-lo de Filho do Rei, Filho de Deus,
E de fato Ele era, Ele é, e Ele sempre será o Filho de Deus, o Filho do Rei.

Ser filho do Zé, foi seu grande e indispensável trunfo.
Ser filho do Zé, abre a porta para todos os demais filhos dos Zés.
Quem estaria fora de seu alcance? Se ele mesmo era filho do Zé?
Ele se tornou exatamente quem precisava ser: filho do Zé.

Por um impressionante detalhe da sua história,
Aquele que foi chamado de Filho do Zé – Marceneiro
Viveu toda sua vida fazendo o bem a todos os Zés que encontrou
Mas terminou sua vida numa cruz, obra crua de algum Zé Marceneiro

O Grande Deus, o Grande Criador de tudo e de todos,
Aquele que era, que é e que sempre será o Pai da Eternidade,
Ele se fez filho do Zé, viveu como filho do Zé, morreu como filho do Zé,
Para que todos os demais filhos de Zés vivam toda a eternidade.

Ele foi para a cruz, representando todos os Zés que existem,
o Zé egoísta, o Zé orgulhoso, o Zé briguento, o Zé etecétera…
Mas, naquela cruz, ele também era o Unigênito Filho de Deus.
Só por isso ele pode morrer por todos os Zés, por vocês e por mim.

Hoje, todo e qualquer filho… de todos os Zés,
Através da simples fé nesse tão simples “Filho do Zé”
Pode se tornar um verdadeiro Filho de Deus
Por que Ele, o Filho de Deus, morreu por todos nós “filhos de Zés”!


Daniel Reis
Egito, janeiro de 2007

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