Baú de Crônicas

Sempre buscando um melhor entendimento das coisas de Deus!

Posts de Dezembro, 2007

Especial de Natal

Publicado por Thiago André Monteiro em 31/Dezembro/2007

Pessoal,

neste Natal ganhamos um presente. Como que caído do céu apareceu uma pessoa que não somente visitou o site Baú de Crônicas como também me cedeu três de seus textos pessoais.

É, portanto, com muita alegria que abro um novo espaço para artigos de outros autores no site Baú de Crônicas. Visite, leia e deixe seu comentário.

Os textos são:

Desde já agradeço ao autor Daniel Reis e peço a Deus para que esta seja apenas a primeira de muitas participações.

Boas festas e que Cristo habite o coração de todos vocês!

Thiago André Monteiro
t.a.monteiro@gmail.com
2007-12-23

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Natal – Uma estranha tristeza

Publicado por Thiago André Monteiro em 31/Dezembro/2007

O coração fica apertado, numa estranha tristeza.
Engulo com dificuldade, respiro meio ofegante.
Compreendo tudo que vejo e aprecio sua beleza.
Mas não sei por que sinto algo tão intrigante.

Busco razões, memórias, idéias ou tradições.
Encontro princípios, fotos e acontecimentos.
Em nenhum deles existem sequer sugestões
Que justifiquem tão estranho sentimento.

Os que sofreram perdas pessoais irreparáveis
Precisam passar por tempos como agora.
Confrontar lembranças e marcas inegáveis
Para amenizar a parte que já foi embora.

Aqueles que repartem a vida com a solidão,
Que vivem, comem e dormem sozinhos,
Sentem a falta cruel de qualquer comunhão.
Sujeitos à boa vontade de seus próprios vizinhos.

Outros ainda não encontraram a razão de viver.
Talvez por isso, sintam no peito tão grande estio.
Vivem nesses dias o mais profundo desprazer.
Aflorando no Natal esse existir tão cheio de vazio.

Há os que não podem se livrar da triste realidade.
A vida é sempre um peso a ser carregado.
Eles até ganham presentes e alguma bondade.
Mas o dia seguinte, como antes, continua pesado.

Uns não se enquadram em nenhuma dessas razões.
Não há motivos nem de perdas nem de sofrimentos.
Vivem em família, com irmãos e boas recordações.
Deus lhes tem dado cada dia um farto suprimento.

Talvez o Natal nos faça a todos muito sensíveis.
Que a lembrança de Deus e Jesus, seu filho amado,
Nascido tão pobre, morto por meios tão terríveis,
Vá além do sentimento que pode ser suportado.

Diante de tão grande manifestação de amor
A humanidade se depara com seus atos tão cruéis.
Fica difícil curtir no Natal o seu verdadeiro sabor.
Esse é o privilégio proposto aos crentes e fiéis.

Há uma tristeza, sim, indomável e intensa.
Um nó na garganta, uma vontade de chorar.
Querer estar sozinho e curtir de forma densa
O que de mais profundo se possa cantar.

Essa emoção nobre, real e verdadeira
É vista até na mais feliz das velhas canções.
Mas é possível pensar e sentir de outra maneira
Vivendo em fé, gratidão e muitas outras emoções.

Glória a Deus nas alturas, que nos lembra de novo
Histórias tão cheias de emoção e de dor.
Que esta mensagem alcance o coração do povo
Transformando toda tristeza em cântico de louvor!

Pr. Daniel Reis
danielreis@ibmemorial.org.br
2007-12

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Focando o essencial

Publicado por Thiago André Monteiro em 31/Dezembro/2007

Focar é essencial.

Focar o essencial é mais essencial ainda.

Sabemos que sem foco nada tem êxito nem significado.

É preciso focar.

É preciso focar o essencial.

Não se pode perder o foco.

O essencial é o foco.

O foco é essencial.

Nesta época do ano toda pressão externa é pela generalização, pelo supérfluo e periférico. Quase nada aponta para o essencial.


Os personagens – quem são os personagens?

Por algum tempo pensei que era o Papai Noel quem centralizava todas as atenções da mídia no Natal. Mas na verdade não é ele não. O Papai Noel é apenas o entregador das mercadorias vendidas pelo comércio alucinado desses dias. O personagem principal somos nós mesmos. A festa de Natal é para nós, para os nossos familiares e para os nossos amigos. É uma festividade que nos dá a desculpa de festejar mesmo sem nenhuma outra razão aparente. Nós mesmos roubamos a cena. Nos ocupamos tanto, fazemos tanto, compramos tanto, preparamos tanto. Tudo para nós mesmos nos alegrarmos uns com os outros.

Claro que não nos esquecemos dos pobres. Fazemos questão de dar uma cesta básica, adotamos alguma criança ou família carente. Isso é ótimo, mas não é o nosso foco principal. Focamos mesmo em nós mesmos.


Os presentes – por quê damos presentes?

Se há uma tradição que é economicamente correta é essa. Dar presentes uns aos outros. É um bom costume. Não há nada de errado em dar e receber presentes. Especialmente como demonstração de amor e consideração. É muito bonito. Todos gostam. Mas… nem se sabe porque damos presentes. O foco, a razão, a essência fica muito longe da tradição.

Além do mais, a exploração comercial é tanta que fazemos a festa da indústria e do comércio. Eles nos incentivam a dar presentes aos montes. Mais presentes é melhor e melhores presentes é melhor ainda.

E o foco? Qual é? Para que mesmo… estamos dando presentes?


As festas – para quem são elas?

E as festas. Elas são ótimas. Quase sempre, comida e bebida em exagero… sempre sobra tanto. Casa super-ornamentada. Enfeites por todos os lados. Móveis novos, roupas novas e muitos brinquedos novos. É a alegria da criançada. Muita música e muita risada. Almoços, jantares, ceias, churrascos, confraternizações etc. É pura festa. Festa e mais festa.

O foco? Bem, o foco… será que alguém se preocupou com isso? Na verdade quem precisa de foco para se divertir, comer bem e receber presentes? Seja lá qual for a razão, ela deve ser boa… então… vamos festejar.


O “espírito” – que espírito é esse?

Esse “espírito” que é traduzido por gentileza, bondade, fraternidade, doações, abraços, muita alegria e simpatia. Todos são desafiados a adotar essas e outras nobres atitudes e posturas. É, na verdade, a época em que tudo isso mais acontece. Talvez não tão profundamente como seria esperado, mas pelo menos é mais do que nas outras épocas do ano. Pena que ainda seja tão pouco e que passe tão depressa.

O foco do tal “espírito”? Esse não tem muita importância. Nem precisa ser identificado. Ele pode ser customizado. Cada um faz o seu. Cada um escolhe o que mais lhe convém, e pronto… dá-lhe festa!

Pois é… os personagens, os presentes, as festas e o tal “espírito” dominam os últimos 50 dias do ano, mas poucos sabem o porquê.

O foco essencial de tudo isso é Jesus Cristo. Não há outro. Nunca houve e nunca haverá. O Natal deveria ser a comemoração do Seu nascimento. A celebração da vinda e vida dEle. A festa de gratidão pelo que Ele é e pelo que fez por nós.

Natal sem Cristo não é Natal. Pode ser qualquer outra coisa, está fora do foco! É preciso focar a essencialidade do Natal.

Procure conhecer mais esse fantástico personagem que é o verdadeiro foco do Natal: JESUS. Encontre-o, lendo os Evangelhos escritos na Bíblia.

Pr. Daniel Reis
danielreis@ibmemorial.org.br
2007-11-28

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