Focar é essencial.
Focar o essencial é mais essencial ainda.
Sabemos que sem foco nada tem êxito nem significado.
É preciso focar.
É preciso focar o essencial.
Não se pode perder o foco.
O essencial é o foco.
O foco é essencial.
Nesta época do ano toda pressão externa é pela generalização, pelo supérfluo e periférico. Quase nada aponta para o essencial.
Os personagens – quem são os personagens?
Por algum tempo pensei que era o Papai Noel quem centralizava todas as atenções da mídia no Natal. Mas na verdade não é ele não. O Papai Noel é apenas o entregador das mercadorias vendidas pelo comércio alucinado desses dias. O personagem principal somos nós mesmos. A festa de Natal é para nós, para os nossos familiares e para os nossos amigos. É uma festividade que nos dá a desculpa de festejar mesmo sem nenhuma outra razão aparente. Nós mesmos roubamos a cena. Nos ocupamos tanto, fazemos tanto, compramos tanto, preparamos tanto. Tudo para nós mesmos nos alegrarmos uns com os outros.
Claro que não nos esquecemos dos pobres. Fazemos questão de dar uma cesta básica, adotamos alguma criança ou família carente. Isso é ótimo, mas não é o nosso foco principal. Focamos mesmo em nós mesmos.
Os presentes – por quê damos presentes?
Se há uma tradição que é economicamente correta é essa. Dar presentes uns aos outros. É um bom costume. Não há nada de errado em dar e receber presentes. Especialmente como demonstração de amor e consideração. É muito bonito. Todos gostam. Mas… nem se sabe porque damos presentes. O foco, a razão, a essência fica muito longe da tradição.
Além do mais, a exploração comercial é tanta que fazemos a festa da indústria e do comércio. Eles nos incentivam a dar presentes aos montes. Mais presentes é melhor e melhores presentes é melhor ainda.
E o foco? Qual é? Para que mesmo… estamos dando presentes?
As festas – para quem são elas?
E as festas. Elas são ótimas. Quase sempre, comida e bebida em exagero… sempre sobra tanto. Casa super-ornamentada. Enfeites por todos os lados. Móveis novos, roupas novas e muitos brinquedos novos. É a alegria da criançada. Muita música e muita risada. Almoços, jantares, ceias, churrascos, confraternizações etc. É pura festa. Festa e mais festa.
O foco? Bem, o foco… será que alguém se preocupou com isso? Na verdade quem precisa de foco para se divertir, comer bem e receber presentes? Seja lá qual for a razão, ela deve ser boa… então… vamos festejar.
O “espírito” – que espírito é esse?
Esse “espírito” que é traduzido por gentileza, bondade, fraternidade, doações, abraços, muita alegria e simpatia. Todos são desafiados a adotar essas e outras nobres atitudes e posturas. É, na verdade, a época em que tudo isso mais acontece. Talvez não tão profundamente como seria esperado, mas pelo menos é mais do que nas outras épocas do ano. Pena que ainda seja tão pouco e que passe tão depressa.
O foco do tal “espírito”? Esse não tem muita importância. Nem precisa ser identificado. Ele pode ser customizado. Cada um faz o seu. Cada um escolhe o que mais lhe convém, e pronto… dá-lhe festa!
Pois é… os personagens, os presentes, as festas e o tal “espírito” dominam os últimos 50 dias do ano, mas poucos sabem o porquê.
O foco essencial de tudo isso é Jesus Cristo. Não há outro. Nunca houve e nunca haverá. O Natal deveria ser a comemoração do Seu nascimento. A celebração da vinda e vida dEle. A festa de gratidão pelo que Ele é e pelo que fez por nós.
Natal sem Cristo não é Natal. Pode ser qualquer outra coisa, está fora do foco! É preciso focar a essencialidade do Natal.
Procure conhecer mais esse fantástico personagem que é o verdadeiro foco do Natal: JESUS. Encontre-o, lendo os Evangelhos escritos na Bíblia.
Pr. Daniel Reis
danielreis@ibmemorial.org.br
2007-11-28